Aumentando a fluidez e controlando a erosão

Aumentando a fluidez e controlando a erosão

A construção de paredinhas (berms) em curvas são uma forma de aumentar a fluidez, a diversão e a segurança do ciclista. Uma característica algumas vezes não percebida dessas estruturas são sua capacidade de conter a erosão do solo.

Chegar em velocidade numa curva plana obriga o ciclista a apertar o freio com força, o que causa movimentação do solo. Também pode causar derrapagem. Como consequência, observa-se alargamento do corredor da trilha, acúmulo de terra na lateral e, com o passar do tempo, a formação de poças de água no centro da curva.

A construção de uma paredinha durável envolve planejar o escoamento da água, juntar uma grande quantidade de pedras, encontrar terra argilosa e executar a compactação tanto da parte interna quanto externa. A compactação funcionará melhor com o solo úmido, ou seja, depois da chuva ou com regadores de água. Também deve ser dada atenção à remoção de matéria orgânica do solo, com o uso de peneiras e rastelos.

Procure o grupo local que cuida das trilhas e discuta essa e outras formas de aliviar o impacto. Conheça outras formas de aliviar o impacto em trilhas no seguinte link.

 

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Equipe de Manutenção do CicloTrilhas adaptando uma curva off-camber para curva com parede
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Antes e Depois

E se as crianças pararem de brincar ao ar-livre?

E se as crianças pararem de brincar ao ar-livre?

Opinião publicada originalmente em Singletracks.com, por Greg Heil

Nota do autor: Não sou pai. Não tenho filhos. No entanto, em algum momento fui uma criança e é interessante para mim observar como o ambiente das crianças e adolescentes com as quais eu interajo tem mudado relativamente rápido desde a minha infância. Apesar de não ter filhos, eu acho importante sentar e tentar fazer a seguinte pergunta: E se as crianças pararem de brincar ao ar-livre?kids-video-game.jpg

 

De forma breve, os três potenciais resultados que consigo imaginar pessoalmente são:

1. Crianças não desenvolverão um conhecimento verdadeiro das consequências naturais

Pessoalmente tenho observado um aumento do desprezo pelas consequências no mundo. Seja um político que fere a lei e mantêm o seu emprego, seja alguém cometendo um estupro e se livra apenas com um tapa, ou seja um motorista que rodopia o carro tentando fazer uma curva a 160km/h. Muitas pessoas que compartilham nossa vida tem uma idéia bem errada de consequências. E elas tentam as evitar a todo custo quando alguma coisa sai errada.

Quando você coloca sua roda dianteira em uma vala, ao invés de passar sobre as raízes à sua frente, você passa por cima do guidão. As consequências são imediatas e absolutas. Não há discussão a ser feita – você sofre imediatamente as repercussões de suas ações.

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2. Crianças não irão adquirir a coragem e perseverança que os desafios enfrentados de formas verdadeiramente viscerais fornecem

Se nós constantemente quisermos coisas mais fáceis, seremos humanos moles e fracos, ao invés de homens e mulheres resistentes e moldados pelo desafio e pela adversidade.
Toddler Riding Strider on Pipe Dream Trail, Utah

3. Crianças irão perder o contato com o meio ambiente e outras formas de vida

Não conheço melhor forma para estar em sintonia com o meio ambiente, a troca de estações, os movimentos dos animais pelo seu habitat natural, que dispender tempo debaixo do expanso azul do céu aberto. Às vezes, posso ficar três ou quatro dias sem sair de casa, especialmente se lá fora estiver desagradável e desconfortável.

No entanto, percebi que se ficar um dia sem botar o pé fora de casa, perco o contato com o que o clima está fazendo. Perco o contato com as flutuações em temperatura, a brotação das plantas na primavera, o caimento das folhas no outono. Podemos perder completamente esses ritmos da vida e mudanças que nossos ancestrais estavam intimamente familiarizados.

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Pesquisa revela que impacto em trilhas por ciclistas e caminhantes é similar

Pesquisa revela que impacto em trilhas por ciclistas e caminhantes é similar

Mountain bikes causam mais erosão ao solo que caminhantes e cavalos, certo?

Na verdade não. De acordo com pesquisas científicas, patas e pés calçados podem, inclusive, causar mais danos.

O que diz a Ciência?

A resposta curta é, não muito. Mas o pouco de pesquisa que foi feito sugere que rodas causam menos danos do que você pensaria. Lá atrás em 1994, John Wilson e Joseph Seney da Universidade Estatual de Montana (nos EUA) compararam a erosão de caminhantes, motoqueiros e bicicletas off-road nas trilhas do estado de Montana.

Eles molharam a trilha para simular clima úmido e cada grupo passou sobre a superfície 100 vezes. E eles descobriram… não muito. Não houve diferença estatística significativa entre caminhantes e ciclistas, mas cavalos e motos detonaram a trilha.

Depois disso, os australianos Luke Chiu e Lorne Kriwoken conduziram um estudo sobre impacto físico no Wellington Park, na Tasmania, publicado em 2013. Novamente, não houve diferença entre o nível de impacto causado por ciclistas e caminhantes.

Finalmente, Jeff Marion do US Geological Survey observou os 125km de trilha da área de recreação Big South Fork, compreendida entre os estados do Tennessee e Kentucky, comparando trilhas específicas para cavalos, trilhas de caminhada, de bike e de quadriciclos. E, atenção, trilhas de mountain bike tinham a menor erosão. Também, modelagens feitas em computador mostraram que estas sofreram a menor perda de solo. Até então tudo bem…

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Trilha para cavalos em Montana (EUA)

Sobre trilhas de bike está tudo certo, então?

Não exatamente. A pesquisa feita na Tasmânia também descobriu que quando a trilha estava molhada e íngreme, a erosão nesse caso era pior (em comparação com caminhada). Na verdade, a água pode ser o maior destruidor de todos, no final de contas, ofuscando o impacto de rodas e pés.

Nota do CicloTrilhas Floripa: a água aliada à percursos mal projetados é um inimigo ainda maior.

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Trilha de bike no Wellington Park, Tasmania

Referências

Wilson, John, and Seney, Joseph, Erosional impact of hikers, horses, motorcycles, and off-road bicycles on mountain trails in Montana, Mountain Research and Development, Volume 14, Issue 1, p. 77-88, DOI: 10.2307/3673739, Published Feb 1994

Chiu, Luke, and Kriwoken, Lorne, Managing Recreational Mountain Biking in Wellington Park, Tasmania, Australia, Annals of Leisure Research, Volume 6, Issue 4, 2003

Texto originalmente publicado em MBR, escrito por Jamie Darlow

Fat Bikes – uma alternativa de baixo impacto

Fat Bikes – uma alternativa de baixo impacto

Fat bikes são bicicletas que foram concebidas inicialmente para pedalar na neve. Sua característica principal é a largura do pneu geralmente acima de 3,8 polegadas, chegando até 5 polegadas, ou seja, o dobro de uma Mountain Bike comum e até 5 vezes mais largo que um pneu de estrada. A pressão do ar nos pneus também é característica: é baixíssima, entre 5 e 10 psi.

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Rapidamente descobriu-se que o efeito da flutuação desse tipo de pneu viabilizava o acesso a lugares nunca antes pensados para bicicleta, como praias, pastos, banhados, vulcões e campos pedregosos. A existência de uma trilha deixou de ser requisito para uma experiência off-road. Também passaram a ser usadas nas trilhas de terra normais, apesar de mais lentas, com a justificativa de que causam menos impacto no solo.

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No Brasil logo ganharam finalidade, contudo ainda pouco conhecidas (2016). Não temos um inverno rigoroso, mas temos uma costa litorânea de 7 mil quilômetros de areia.

Outra aplicação popular lá fora e que começou aparecer no Brasil é o cicloturismo. Mesmo em estradas elas proporcionam vantagens, pois são verdadeiros caminhões e a pessoa pode levar bastante carga sem que as rodas sofram torção e os pneus furem com facilidade. Em Santa Catarina, dois casais já fizeram uma rota entre Imbituba e o Farol de Santa Marta em Laguna. No trajeto predominaram praias e a distância percorrida é mais curta que se fosse feita pela rodovia, com a vantagem de não haver o ruído do trânsito, apenas as ondas do mar e as gaivotas.

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Hoje, depois de 2 anos que apareceram no mercado nacional, existem em circulação em Florianópolis apenas 10 Fat Bikes. Foram adquiridas por ciclistas que querem, de vez em quando, complementar suas pedaladas corriqueiras em rodovias, ruas e trilhas. Com esse tipo de equipamento, algumas praias, como o Moçambique e o Campeche são verdadeiras ciclovias de areia. Nesse caso há um elemento adicional a ser checado antes da pedalada: o nível da maré. Caso o ciclista não atente a este detalhe, uma ida fácil pela areia firme pode virar um suplício no retorno pois, caso a maré esteja cheia, a pedalada vai ter que ser na areia fofa.

Além das praias, os fat bikers de Floripa tem explorado alguns caminhos de praia com superfície de areia (i.e. trilhas) que dão acesso às praias e também as Dunas da Joaquina e as Dunas dos Ingleses, as maiores da cidade. Neste ponto específico surgiram questionamentos sobre esta ser uma atividade com impacto ambiental.

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Na década de 80, as Dunas da Joaquina eram playground de buggies. Ainda hoje as Dunas dos Ingleses são explorados por quadriciclos motorizados e motos, o que desperta indignação em alguns ambientalistas. A figura abaixo das Dunas do Santinho ilustra bem a erosão causada ao longo dos anos por carros que acessam a praia. Parte da vegetação fixadora da duna foi perdida, e a geografia não é mais aquela moldada pelo vento. Isso sem falar perturbação sonora da fauna local.

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Degradação nas Dunas do Santinho

Fats Bikes seriam mais uma ameaça aos ambientes litorâneos? Abaixo listamos 5 pontos que desmistificam essa idéia.

1. Um nicho recreativo

Nas dunas de Florianópolis ciclistas são espécimes raríssimas no meio de uma quantidade significativa de turistas, sandboarders e corredores e caminhantes de dunas. Esta atividade é um nicho diminuto pelos seguintes motivos:

  • Por mais legal que possa parecer, pedalar na areia é difícil. A força exigida é muito maior que aquela no asfalto ou em uma trilha de terra. Pedalar 1 hora em uma duna quase equivale a subir uma serra pelo mesmo tempo. São poucos os ciclistas dispostos a se submeter à tal “punição.”
  • O equipamento é específico e o custo é alto. Uma fat bike é boa para areia e neve, no asfalto não é muito boa. A não ser que você seja um entusiasta hardcore ou fanático do ciclismo, mais vale comprar uma bicicleta normal.
  • Praias de Floripa infelizmente são de difícil acesso, haja vista o sério problema de mobilidade da cidade. Morar longe da praia reduz drasticamente o seu uso.

2. Baixo impacto

Naturalmente descobriu-se que depois de chuvas, quando a areia está mais firme, a pedalada é menos difícil. Por acaso também gera-se menos impacto na areia, o que é bem evidente. A areia simplesmente afunda menos por onde se passa.

Se comparada com motos, a bicicleta é silenciosa e o torque não permite cavar o solo. Se comparada com pedestres, o impacto de uma fat bike também é menor. Observe na figura abaixo a diferença entre pegadas humanas e o trilho de um par de pneus de 5 polegadas de largura.

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Pneus vs. Pegadas – Dunas da Joaca

O pedestre também faz algo que um ciclista dificilmente faz: subir dunas de forma direta, sem fazer curvas, causando desbarrancamento da areia. O fat biker, para que não tenha que desmontar da bicicleta, frequentemente faz voltas enormes para ir do ponto A ao ponto B, ao invés de tomar o caminho mais curto.

3. Auto-defesa das dunas e restingas

Milhões de anos de evolução foram necessários para que as plantas desenvolvessem mecanismos de defesa para não serem comidas ou danificadas por animais. Uma planta não pode gritar ou correr, mas pode ser cercada de espinhos ou conter substâncias venenosas.

Nas praias e dunas de Santa Catarina existe uma planta muito odiada pelos banhistas devido aos seus frutos espinhentos, a Acicarpha Spathulata, ou roseta, ou carrapicho-de-praia. Esses frutos grudam com os espinhos em pés descalços, sendo esta inclusive uma forma secundária bastante interessante de dispersão da planta.

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Acicarpha Spathulata (Roseta)

No banhista o efeito provocado é persuadí-lo a não pisotear o solo onde a planta reside. Ao fat biker que por acaso erre o caminho e venha a encostar na vegetação da praia ou duna, a mensagem é bem clara: se passar por cima, vai furar o pneu! A natureza é esperta.

4. Rotas existentes

Um dos principais lugares frequentados pelas Fat Bikes são as rotas já traçadas pelos pedestres ao longo dos anos para acessar as praias a partir das zonas residenciais. É bem perceptível a modificação do solo que os pedestres causaram nessas rotas. Contudo, aparentemente, esse impacto causado pelo pedestre não está evoluindo. Depois de uma fase de impacto inicial, as modificações no solo parecem ter se estabilizado.

5. Ciclistas off-road querem preservar a natureza

Um dos principais argumentos em favor do uso público de áreas naturais é educação ambiental. O cidadão irá defender aquilo que conhece e dá valor. Não há porque imaginar que seja diferente neste caso específico.

Historicamente o ciclismo off-road busca o contato com a natureza, de forma a admirá-la e preservá-la, longe das ruas e da cidade. As praias de Floripa são bastante frequentadas por banhistas, assim como certos pontos específicos das dunas são frequentadas por sandboarders e transeuntes. Contudo existem vastas áreas das dunas que parecem ser terra de ninguém. Em geral, encontra-se muito pouco lixo nessas áreas, e o pouco que os fat bikers encontram, estão recolhendo. Também estão atentos para fazer denúncias quando for o caso.

 

10 Erros Mais Comuns no Projeto de Trilhas

10 Erros Mais Comuns no Projeto de Trilhas

Publicado originalmente aqui pela IMBA

Durante todo o tempo que nós humanos temos seguido trilhas, temos cometido enganos. Pelo menos os nossos escorregões, se nos levaram à boca de animais com dentes de sabre ou se apenas nos deixaram machucados, geralmente afetam apenas nós mesmos. Mas quando projetistas de trilhas cometem erros, eles afetam todo mundo. Usuários de trilhas, gestores de terrenos, vegetação e vida selvagem, todos sofrem por causa do construtor bem intencionado, mas que tenha pouca experiência. Os mesmos erros são observados recorrentemente, mas a boa notícia é que todos podem ser evitados. Aqui, listamos o top 10:

1. Não obter a autorização do gestor do local

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Nenhuma coisa é mais importante antes de começar o trabalho na trilha que obter a autorização do proprietário ou gestor do terreno. Na nossa experiência, a falha em garantir uma permissão é a maior causa de fechamentos de trilhas. Quando se trata de construção de trilhas novas, obter o perdão não é melhor que pedir por permissão. De qualquer forma, por que você arriscaria a imediata destruição do seu trabalho se sua trilha pirata for descoberta e fechada? Construção ilegal de trilhas também ocasiona sério dano à reputação dos mountain bikers e pode tornar ainda mais difícil a aprovação e construção de trilhas legalizadas.

 

2. Caindo na linha de queda

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De forma simples, trilhas que seguem linhas de queda (da água) são pesadelos de erosão. Elas amplificam a erosão natural e a causada pelos usuários e geralmente tem vida curta antes de se tornarem trilhas soltas, largas e desastrosas ao ecosistema. Para construir trilhas que durem, use tanto a “Regra da Metade” – Desnível ou inclinação da trilha não deve exceder metade da declividade da encosta, e a “Regra dos 10%” – O desnível médio deve ser 10% ou menos. Pode não parecer muito, mas é muito mais inclinado do que você pensa.

 

3. Estimar o desnível

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Ninguém, não importando o quão experiente, pode estimar corretamente o desnível de trilhas todas as vezes. Acredite, nós sabemos. Use um inclinômetro para confirmar o desnível sempre que estiver demarcando trilha, porque nenhuma quantidade de trabalho braçal pode consertar uma trilha que tem um desnível insustentável.

4. Não considerar a fluidez

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Nem mesmo percursos de corrida, que as vezes são projetados com fluidez errática para quebrar o ritmo do corredor, deveriam cometer esta gafe de construção de trilha. Todos construtores devem tornar transições suaves o seu mantra. Má fluidez, especialmente em trechos rápidos, levando a curvas bruscas e cegas, são uma causa primária de conflitos de usuários. Quando construindo, pense na fluidez – é o elemento chave para uma trilha agradável. E não necessariamente significa uma trilha suave e fácil. Uma trilha com fluidez é uma trilha inteligente: uma com boas transições que não te pegam despreparado ou interrompem seu ritmo.

5. Meia encosta é meia boca

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A única vez que você deveria se poupar de um corte completo da encosta é, (1) quando a inclinação lateral for muito íngreme – 80% ou mais – de forma a parte superior da encosta exceda 1,8m de altura ou, (2) quando o desenho da trilha força você a construir próximo ao lado debaixo de uma grande árvore. Em ambos os casos, um muro de contenção deveria ser construído como suporte para o seu meio corte e, assim como em todas as trilhas, o trilho deve manter uma inclinação lateral de 5 a 7%. Não tem certeza do que isso significa? Pegue uma cópia do nosso conceituado livro Trail Solutions e aprenda o básico sobre construção de trilhas.

 6. Curvas de ascensão mal feitas

Apesar de algumas das curvas de ascensão íngremes funcionarem por causa do tipo de solo e uso, a maioria delas irá erodir bastante e rapidamente. Se você quer que suas curvas de ascensão durem, construa-as em encostas que não sejam mais íngremes que 7 a 10%. Em geral, certifique-se que elas se encaixam na fluidez da trilha, no cenário e sejam construídas para sustentabilidade.

7. Construindo casas de palha

Lembra do porquinho que construiu sua casa com palha? Foi comido pelo lobo-mal. Usar materiais de má qualidade quando construir estruturas nas trilhas deixa você e outros vulneráveis a todo tipo de problema resultante do desgaste ou construção insuficiente. Isso deixa a porta aberta para dores, arrependimento, culpa e até mesmo advogados grandes e malvados. Para trilhas multi-uso publicamente acessíveis, é frequentemente uma aposta mais segura construir com terra e pedras e evitar estruturas de madeira completamente.

 8. Terminando uma linha antes do seu tempo

Nós apoiamos treinamento na trilha, mas alguns construtores são muito ansiosos em construir mais! Novas! Melhores! trilhas do que dedicar tempo ou cuidado suficiente para cada trecho de trilha nova. Resista a tentação de ir em frente. Não dê por terminada uma linha antes da hora, e sempre corrija erros do passado.

 9. Construindo um caminho para a casa da vovó

É esse o nome que damos à obsessão de alguns construtores em alinhar trilhas com troncos. Uma trilha construída de forma apropriada não deveria precisar disso. Na verdade, alinhar troncos nas laterais de uma trilha pode ser uma armadilha para a água e aumentar a erosão.

10. Ignorando velhas feridas

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Como mountain bikers, podemos achar que nossas cicatrizes são legais, mas cicatrizes deixadas no solo por trilhas fechadas são feridas que precisam ser curadas. Sempre recupere áreas degradadas com obstáculos naturais – como troncos ou pedras que desviem o fluxo da água e do solo – e recupere todas as trilhas fechadas com vegetação nativa transplantada que esconda o corredor antigo (de forma que as pessoas deixem de tentar usá-lo.) A antiga trilha deve ser invisível ao olhar de um leigo. Uma cerca ou uma placa não serão suficientes caso a trilha seja visível adiante. Traga a atenção e acenda o brilho das novas e incríveis trilhas que você construiu, e não das velhas feridas.

 

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Os livros da IMBA oferecem nossas recomendações mais abrangentes sobre construção de trilhas e outros tópicos. Considere obter cópias do livro Trail Solutions: IMBA’s Guide to Building Sweet Singletrack e Managing Mountain Biking: IMBA’s Guide to Providing Sweet Riding na loja online da IMBA.

Cortesias e regras na Trilha

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Código de Conduta ao fazer Ciclismo de Montanha

As trilhas em Florianópolis são compartilhadas. Quando ciclistas de montanha estão em trilhas com pessoas caminhando, essas tem o direito de passagem e devem ser tomadas precauções de ultrapassagem e de aproximação. Diminua a velocidade, seja cortês, alerte sobre a sua abordagem e agradeça por lhe dar espaço.

Se fossem trilhas designadas para ciclismo, nesse caso a regra de etiqueta seria um pouco diferente. Os caminhantes devem fisicamente pisar fora da trilha e esperar enquanto um ciclista de montanha pilota através, novamente faça um alerta e agradeça, você vai ganhar o respeito dos usuários.

Embora essas cortesias mesmo que sejam afixadas em locais apropriados, levaria um tempo para educar todos os usuários. CicloTrilhas Floripa, Floram, Distrito de Florianópolis e outros grupos locais ajudariam na educação dos seus membros e o público em geral sobre a cortesia nas trilhas.

Algumas dicas de responsabilidade especiais para o ciclista de montanha seguem abaixo:

1. Esteja preparado

Conheça o seu equipamento, a sua capacidade, o tempo, e a área você está andando e esteja preparado. Uma viagem bem planejada evitará problemas para você e seus companheiros.

2. Não use trilhas fechadas

Seja para proteger o meio ambiente ou para a segurança dos ciclistas, uma trilha fechada está fora dos limites por alguma razão. Passeios em trilhas fechadas não apenas é ilegal; dá ao ciclistas de montanha uma má reputação.

3. Respeite a Trilha, Vida Selvagem e O Meio Ambiente.

Seja respeitoso para com a trilha e seus arredores por andar suavemente e nunca derrapando. Não jogue lixo e nunca assuste os animais.

4. Permaneça na Trilha

Não ande intencionalmente fora trilha. Andar fora da trilha pode danificar o ecossistema. Nunca corte Zigue-zague ou faça atalhos.

5. Ande Lentamente em Trilhas Lotadas

Assim como uma estrada movimentada, quando as trilhas estão lotadas você deve mover-se lentamente, conforme o fluxo para garantir a segurança para de todos usuários da pista.

6. Ultrapasse com Cortesia e Atenção

Diminuir a velocidade quando se aproxima de outros usuários da pista e respeitosamente fazer com que o outro fique ciente que você está se aproximando. Passe com cuidado e esteja preparado para parar, se necessário.

7. Compartilhe a trilha com outros usuários

Os ciclistas de montanha, caminhantes e cavaleiros devem compartilhar trilhas multi-uso. Lembre-se: os ciclistas de montanha deve ceder passagem para caminhantes e cavaleiros.

8. Não faça Manutenção não autorizada nas Trilhas

Manutenção não autorizada além de ilegal pode levar a danos ambientais, lesões ou mesmo potencial fechamento da trilha. Não mude uma trilha só porque você não gosta ou não consegue fazê-la montado em sua bicicleta. Nos envie-nos um e-mail ou entre em contato com sua associação local se você tem um problema de manutenção da trilha.

9. Envolva-se

Se você quiser fazer a diferença em sua comunidade ciclismo de montanha, se envolva com as ciclotrilhas em Florianópolis.

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